Encontrei. Encontrei a agulha no palheiro. E ao contrário do que se pensaria não foi difícil. Pois eu não fui ao palheiro com o intuito de a encontrar-ela é que me encontrou enquanto eu por lá andava.
Observei-a atentamente, mas deixei-a pois sempre me disseram que não deveria apanhar assim as coisas. Mas, para meu próprio espanto, no dia seguinte voltei ao mesmo palheiro, mas desta vez voltei lá com apenas uma razão - olha-la. O mesmo se sucedeu nos dias seguintes; eu voltava lá, admirava-a e arranjava coragem para pegar nela. Nunca o fazia pois tinha receio que me magoasse, que me picasse...
Até que um dia ela se enfiou no meu pé descalço. Doeu, mas essa ferida sarou com o tempo. E agora transporto essa mesma agulha no bolso, e olho-a de quando em quando, agradecendo, pois se não me tivesse picado, não me tinha apercebido de que a perdia.

Adoro a forma metafórica como relatas-te o teu problema :)
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