Talvez porque todas as histórias começam por "Era uma vez..." esta também não fugirá à regra.
Era uma vez um "ampulheta" que julgava ter toda a força para se manter erguida deixando que a areia corresse num sentido só como era o destino. E assim foi até à altura em que uma tempestade mais forte a derrubou deixando a sua areia suspensa. Aquela que uma vez se julgara capaz de enfrentar tudo acabou sendo derrubada, mas não totalmente, pois felizmente esta tinha pilares fiéis que mantinham o seu interior vivo impedindo que esta se desmoronasse.
Então, confrontada com a sua fragilidade que afinal sempre existira, a ampulheta ergueu-se de novo não suportando a hipótese de que se ela caísse, também os pilares poderiam cair com ela.
Agora a areia corre e a ampulheta mantém-se erguida com a força que esta mesma desvendou entre o seu efémero interior. Não há tempestade que derrube esta ampulheta, que adquire força para prosseguir naqueles que ama.

Serei sempre um dos teus pilares, nunca te esqueças...
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