~desabafos de mais uma mente e alma inquietas~

domingo, 27 de maio de 2012

~rir 26~

Foi dos melhores dias que podia imaginar, a melhor sensação que podia sentir. Repetia tudo de novo. Iria para o moche de novo. Ia ser louca de novo. Ia libertar toda a raiva e energia acumulada no moche de novo. Viveria toda noite de novo, estagna-la-ia no fogo de artifício naquela colina, sem pensar no fim.






segunda-feira, 21 de maio de 2012

~no words to say, I hope 26th comes fast~

Dá noticias do fundo
Como passam teus dias
E se a razão nos chega para viver
Se amor nos serve amor não da de comer
Fico melhor assim
Em todo o caso vai pensando em mim

Se tocamos em alguma coisa
Se me chamas por algum motivo
Se nos podem ver
Se nos podem tocar

Eu vou estar sempre aqui
Nada vai mudar
Sinto-te arder no meu fundo
Eu vou estar sempre aqui
Nada vai mudar
Sinto-te entrar no meu mundo fundo

Nós tocamos em algumas coisas
Nós seguimos por alguns sentidos
Se nos podem ver
Nao nos podem tocar

Meu desejo
É morrer na paz do teu beijo
Sem futuro
É lutar por um beijo mais puro

sábado, 19 de maio de 2012

~~

Um dia direi o porque. Um dia explicarei que porque não gosto de qualquer sinal de afecto por minha parte e os evito.
Um dia talvez diga que não gosto porque tudo isso é um sinal de que me estou a afeiçoar a alguém. Quando darei por isso, se tiver força suficiente, hei sempre de me afastar. Porque?
Porque não existem relações, seja de que género for, sem dor, sem mágoa. Até ao ponto em que conseguir evitar isso, evitarei. Não o faço por medo de sair magoada, mas sim por medo de magoar. É a pior dor que posso oferecer a mim mesma.



Comfortably numb, wish you were here - pink floyd

segunda-feira, 14 de maio de 2012

~apathy~

    Tudo o que consegui fazer após uma noite em branco foi afastar todas aquelas roupas verdes e supostamente desinfectadas, vestir a roupa de correr e correr para o mar. Não sei porque o fazia e sabia que devia ter o máximo descanso, mas só queria libertar todas aquelas energias. Corri então até ao telhado do farol e lá me deitei ao som do piano nos meus fones, e, ao recuperar o folgo, segui em direcção ao castelinho.
    Não consegui não encarar o mar para lá das falésias e rochas enquanto corria. A limpidez da água para lá da praia atraía-me mais do que o habitual, e com tal, cedi à maior tentação…
    Desci as falésias sem olhar para baixo, saltei as rochas e admirei o ritmo que o mar tomava, interiorizei-o. Tirei a roupa sem pensar se alguém por ali passaria ou não, deixei-me apenas em roupa interior e, com agulhas nos pés e mãos, desci até onde as ondas varriam as rochas. Agora varriam também os meus pés e pedaços de mim.
    As falésias a cima da minha cabeça ameaçavam-me fortemente, tal como as ondas contra as rochas, mas não houve um segundo no qual ponderasse voltar atrás ou sequer pensar no que poderia acontecer; estava mergulhada em apatia e com a alma à superfície. Comecei por mergulhar as pernas e depois deixei-me cair repentinamente para lá das rochas.
    O meu coração deu um estalo e eu ria-me com a respiração ofegante e pânico. Não sabia como que raio tinha ali chegado, como tinha ido ali parar. Sentia as ondas a empurrarem o meu corpo mole contra as rochas e depois, egoistamente, afastá-lo e leva-lo. Os meus pés estavam suspensos e no fundo consegui avistar alguns peixes na sua vida habitual.
    Foi incrível a sensação de estar com a vida suspensa, foi incrível a adrenalina e por uma vez estar sem o coração e vida nas mãos. Foi magnifico entrega-la por completo ao mar… Aliviou-me não ser eu a estar em controlo das coisas, mas com uma total intimidade com aquilo que amava.
    O coração não parava, e na minha cabeça surgiam as palavras  a indicar o que fazer. Utilizei a ajuda dele para subir de novo para os rochedos e lá fiquei agachada, e apoiada nas rochas, com os cabelos e roupa interior molhados e de olhar fixo no mar que rebentava sobre mim.

Sim, parecia uma louca, uma selvagem, algo que não existe por aí. Mas para mim aquilo embora loucura, era pura beleza e paixão que nem todos conseguem alcançar.


domingo, 13 de maio de 2012

~pode continuar.~


Não sei o que existe por aí, não sei se existem forças, magias, destino ou apenas coincidências. Apenas sei que quero que isto pare.
Já bastava o grande acidente de carro, já bastavam mais os outros dois, já bastava o teu corpo não reagir bem, já bastava tanta coisa… E quando finalmente te tinha conseguido tirar de casa simplesmente para passar no supermercado, teria de haver uma explosão ao lado de apenas nós duas, e acabaríamos a lutar pela alta uma da outra no so do hospital.
Não interessa as vezes que a vida insista em deitar-me a mim e a ti a baixo, eu não desistirei. E, aconteça o que acontecer, na dor, acidente, angústia ou esperança, o meu sorriso não se desvanecerá para ti. Depois de te ver a chorar e te abraçar, naqueles corredores frios, não restava nada em mim se não apatia, ainda para além das tentativas quentes por parte dos bombeiros e enfermeiras em redor. Ninguém conseguiu tirar nada de mim se não um olhar morto que desvanecia entre as gotas de água que caiam dos meus caracóis. Apenas no banho de hospital quando, enquanto esperava, aparecera uma joaninha a meus pés, talvez aí, um pedaço do mundo lá fora me tenha tocado.
Não exijam de mim…já dou de tudo o que tenho, já dou todo o amor que tenho mesmo a quem não retribui, de maior vontade. Para o mundo a meu redor restará sempre um sorriso e amor, ainda que a alma por si esteja em dor.
Ainda que a vida não o queira, vou continuar a ser cada vez mais feliz e espalhar felicidade, tudo o que cultivarei será felicidade em tudo o que me rodeia.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

~29.12~

          Vinha segura de mim para casa, ou pelo menos aparentava. Sabia que se o fizesse menos probabilidades teria de acontecer algo. Diminui-as ainda mais ao ir falando contigo ao tlm... Do outro lado da estrada passaram dois carros que abrandaram, cada um com um homem lá dentro, o meu andar continuou firme e rápido. O primeiro carro seguiu mas o outro chegou ao fim da subida e voltou para trás, tomando a faixa do meu lado.
Nervosamente brincava "olha, vai parar um carro para me perguntar se quero boleia", a tua voz dava-me uma certa segurança. Não pediu, nem abriu o vidro do carro. Comecei a apressar o passo e de relance vi um homem, careca, a abrir a porta do seu descapotável e começar a sair na minha direcção. Em pânico desliguei e desatei a correr em direcção a casa... Tu estavas lá.
No dia seguinte sei que a minha mãe será de novo operada, segunda-feira... A única coisa que lhe consegui dar, ainda hoje foi nervos. Mas tu estiveste lá.
          E hoje, voltei para casa, sozinha. Sentei-me sozinha à mesa. Ouvi o silêncio da casa. Experimentei jantar sozinha. Provei o mergulho no pensamento. E espero...ganhando cólicas e cólicas. Então decido pegar nos fones e me deitar no chão frio da cozinha. Não é que tu, vens logo de seguida e imediatamente sobes para a minha barriga e deitas-te esticada e com as patitas a abraçar o meu torço. Sentes-me a tremer constantemente e dás-me lambidelas enquanto olhas para mim com esse olhar ternurento. A verdade é que quando mais tento não tremer e controlar a respiração mais descontrolo ganho. Mas tu olhas para mim, deitas a tua cabeça no meu peito e lambes-me o nariz. Assim ficamos a olhar uma para a outra até adormeceres...
          O teu dono ficaria orgulhoso.
       

quarta-feira, 2 de maio de 2012

~24 de Julho de 2011~


Não sei como descrever a forma como enches o meu coração quando este mais insiste em permanecer no vazio. Como no final de um dia duro, após fechar as portas a meu redor e me sentar às escuras ao piano, algo em ti desperta e, muito solenemente vens, de que parte for, e abres as portas sentando-te aos meus pés por baixo do velho piano enquanto toco. Sempre que me sinto no meu próprio mundo, sozinha e sem ouvidos ou olhos que por mim dêem, vens tu, incondicionalmente e me escutas com o teu coração.
E, mesmo quando as palavras não ousam falar, tu aproximas-te de cauda a abanar, puxas-me para eu me sentar, deitas-te em mim e abraças-me com as tuas patas e com as tuas lambidelas, sem me deixares rebaixar. E se o mal falar mais forte, tu levantas-te e colhes as minhas lágrimas. Com uma percepção para lá de qualquer humano entendes que algo está mal e que ali deves ficar.
És das poucas coisas que ainda nos une, é como se dentro de ti, meu pequeno ser, fizesse parte o teu dono, Rui, que nunca abandonou o meu lado...



terça-feira, 1 de maio de 2012

~dear heart, choose your own happiness~

"(...) e digo-te, não por ser amiga dela, que ela vale muito..muito mesmo. E um coração e espírito como o dela não encontras. Ela faz rir qualquer alma, mesmo que a dela não ria. Ela encontra felicidade nas pequenas coisas, embora na sua vida só tenha apanhado filhos da mãe que insistem em atormentar o seu coração."

Continuas a oferecer a tua felicidade a quem não te dá 
razões para sorrir, não esperes encontrar felicidade onde não a há...
E volto a dizer. Sempre me lembro de serem os principies a prestar o seu coração, sempre ouvi serem estes a ajoelhar e provarem merecer a consideração da sua princesa. Onde isso já vai...?
You think you are lost in your fairytale, but you just got to stop, think clearer. You will realise you've got it in own hands, waiting to be written, waiting to be directed into love's path. Sometimes you've got to choose your path and so, let the prince choose his..



~~


"sometimes you have to stop thinking so much and just go where your heart takes you."


e um dia os papeis voltam a inverter.