Era uma vez uma pequena sementinha à procura de sítio para assentar, germinar. Quando abandonou o berço da sua mãe foi exposta a uma tremenda tempestade. As nuvens choravam com ela. O mar liberta a sua tristeza, e a sua tristeza libertava-se no mar. A lua era a sua melhor amiga aquando abandonada na noite fria e escura. E quando pensava desistir, render-se à tempestade, as estrelas que nunca a abandonaram, trouxeram-na de volta à vida. E uma outra linda sementinha que andava também perdida juntou-se a ela, e juntas reensinaram-se a viver e não sobreviver.
Após assentar, a sementinha, agora planta, deparou-se com o medo de perder as suas estrelas e ainda mais a sua planta amiga e a estrela que sempre brilhara forte aos seus olhos...
Ora outras plantas não se contentaram com a sua pura felicidade, e começaram a difama-la às suas estrelas... Algumas caíram sobre a planta, outras se mantiveram dificilmente seguras. O mundo que a planta pensava já ter seguro, nas mãos desmoronava-se pelas mãos de duas plantas, duas estrelas. Recriaram a tempestade que rapidamente cresceu e a apanhou desprevenida. Uma vez já estando exposta a esta no passado teria a planta adquirido resistência? ou ficado ainda mais fragilizada...?
Cirius, que nunca abandonara o seu pensamento, a estrela a qual, ainda que em silêncio, a planta cantava em plena noite, partiu-lhe o coração. Ainda mais que isso, partiu... E a planta sua amiga, quebrou o seu caule...Mas eu estou bem, estou bem... Acredito que ao dizê-lo muitas vezes se torne realidade.

Bem...se "nada é impossível" - então o impossível é possível, certo? ;-) lvy
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