~desabafos de mais uma mente e alma inquietas~

quarta-feira, 2 de maio de 2012

~24 de Julho de 2011~


Não sei como descrever a forma como enches o meu coração quando este mais insiste em permanecer no vazio. Como no final de um dia duro, após fechar as portas a meu redor e me sentar às escuras ao piano, algo em ti desperta e, muito solenemente vens, de que parte for, e abres as portas sentando-te aos meus pés por baixo do velho piano enquanto toco. Sempre que me sinto no meu próprio mundo, sozinha e sem ouvidos ou olhos que por mim dêem, vens tu, incondicionalmente e me escutas com o teu coração.
E, mesmo quando as palavras não ousam falar, tu aproximas-te de cauda a abanar, puxas-me para eu me sentar, deitas-te em mim e abraças-me com as tuas patas e com as tuas lambidelas, sem me deixares rebaixar. E se o mal falar mais forte, tu levantas-te e colhes as minhas lágrimas. Com uma percepção para lá de qualquer humano entendes que algo está mal e que ali deves ficar.
És das poucas coisas que ainda nos une, é como se dentro de ti, meu pequeno ser, fizesse parte o teu dono, Rui, que nunca abandonou o meu lado...



2 comentários:

As vossas ondas são sempre essenciais :)